Quadrilha presa na Operação Caetés tem relação com ao menos 10 assassinatos

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Suspeitos presos e material apreendido foram levados para o Depatri, na Zona Oeste do Recife (Foto: Pedro Alves/G1)

Do G1 Petrolina – A quadrilha presa pela Operação Caetés, deflagrada nesta sexta-feira (24) pela Polícia Civil de Pernambuco, tem relação com ao menos 10 assassinatos no Grande Recife. De acordo com o diretor metropolitano da corporação, delegado Joel Venâncio, 20 dos 25 mandados de prisão foram cumpridos na ação, bem como os 18 mandados de busca e apreensão domiciliar.

O grupo, conforme a polícia, atuava em Caetés, em Abreu e Lima, e em Arthur Lundgren, em Paulista. A polícia informou que entre os presos na operação está o líder da quadrilha. Ele tem 26 anos e foi flagrado com R$ 16.500, provenientes do tráfico de entorpecentes. “Também recolhemos carros, documentos, cadernetas de anotação e celulares”, comentou Venâncio.

O delegado ressaltou que o grupo atuava no tráfico de drogas e praticava os homicídios para manter o poder nas localidades. “Para se capitalizar, eles também se envolviam em roubos”, comentou.

Aos integrantes da quadrilha que foram capturados, a polícia ofereceu a possibilidade de participação em delação premiada. “Queremos aprofundar as investigações e coletar provas para garantir a condenação deles”, disse o delegado.

Joel Venâncio destacou que essa foi a quarta operação de repressão qualificada realizada na área norte do Grande Recife, em 30 dias. “Acredito que teremos redução no número de mortes nos dois municípios”, acrescentou.

Operação

Esta é a 46ª operação de repressão qualificada deflagrada este ano pela Secretaria de Defesa Social (SDS). Todos os mandados foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Abreu e Lima.

Participaram da ação 150 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. As investigações foram efetuadas pela Delegacia Seccional de Paulista. As equipes contaram com o apoio do Canil e da Diretoria Integrada Metropolitana da Polícia Militar de Pernambuco.

Os presos e os materiais apreendidos na Operação Caetés foram levados para o Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), na Zona Oeste do Recife.

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