PSB e Rede: a ponte que pode virar o jogo nas eleições presidenciais

Em reserva, dirigentes não descartam a unidade das siglas para o pleito. Aliança pode se concretizar no primeiro ou segundo turno.

Aliados nas últimas eleições presidenciais, Rede e PSB mantém o diálogo constante nos bastidores para garantir a construção de uma ponte para o cenário eleitoral deste ano. Um diálogo que não surpreenderia se virasse uma aliança eleitoral novamente. Nos bastidores, membros dos dois partidos admitem que as conversas informais estão acontecendo e que podem se desdobrar em um aliança tanto no primeiro quanto no segundo turno. A matemática se mostra favorável à união. A soma do voto de ambos (24% ou 25%, a depender do cenário) ultrapassa o deputado federal Jair Bolsonaro nas amostragens sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na semana passada, Marina Silva fez um gesto, ao elogiar a filiação de Barbosa ao PSB e a intenção do ex-magistrado de participar da vida pública. No entanto, o caminho para a aliança depende de muitas outras variantes. Um dirigente da Rede próximo à Marina Silva afirma que conversas informais são mantidas pelas siglas. “Essas definições somente serão tomadas quando se aproximar as eleições. Depende do desempenho dos candidatos nas pesquisas e outros fatores. Hoje, tudo está em aberto e todos vão dizer que Marina e Barbosa não abrem, mas uma aliança até junho é provável. Uma eleição com muitos candidatos é arriscada. Não descartaria uma aliança porque há um ambiente de aproximação”.

Um dirigente do PSB-PE, em reserva, acredita que os partidos devem manter boa relação. “O cenário está em aberto e devemos manter a cumplicidade e diálogo. É possível uma aglutinação no primeiro ou no segundo turno. O importante é não ficar afastado. Um cenário aberto comporta avaliações”.

Vice de Marina nas últimas eleições, Beto Albuquerque (PSB) avalia que o primeiro passo que o partido deve dar é a consolidação da candidatura de Joaquim Barbosa e que alianças serão avaliadas depois. “Na política nem sempre existe soma. O que é de um não vai para o outro candidato. Vamos avaliar primeiro se Barbosa será candidato. O PSB quer ele candidato! Acreditamos no potencial e na história dele. Depois vamos avaliar eventuais coligações”, ponderou. (Blog da Folha)

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