PSB de Paulo Câmara coloca Gleisi Hoffman frente ao “fisiologismo” de Humberto Costa

Humberto Costa, Gleisi Hoffman, Marília Arraes e Paulo Câmara.

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffman, não vive seu melhor momento de articulação política para as eleições deste ano, principalmente, após a prisão do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em Pernambuco, a candidatura da vereadora Marília Arraes (PT) ao Governo, que deveria está sendo defendida e imposta pela Executiva Nacional, está sendo barganhada e alvo de estratégia do PSB – do Governador Paulo Câmara – para enfraquecer a legenda na corrida eleitoral deste ano.

O Grupo de Táctica Eleitoral – chefiado pela Executiva Nacional do PT – tem “fechado os olhos” para a estratégia que mina a legenda em Pernambuco, quando o senador Humberto Costa (PT) quer garantir a reeleição pela chapa, que foi fiadora do impeachment, incorporando-se, ao lado dos deputados Sebastião Oliveira, Tadeu Alencar, André de Paula, Kaio Maniçoba, Gonzaga Patriota, Jarbas Vasconcelos, entre outros nomes da Frente Popular, que votaram a favor da saída de Dilma Rousseff da Presidência da República.

Sem liderança política, Gleisi poderá enfraquecer a legenda para a corrida eleitoral, pois a compreensão política está muito aquém com relação aos planos do PSB.

Na coalizão de forças, o PT deseja garantir a reeleição do Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), com o apoio do candidato socialista Mário Lacerda, do PSB, que num “acerto” disputaria uma vaga no Senado Federal.

Por outro lado, o PT perderia sua base em Pernambuco, onde possui “raiz política”, além de ter conseguido com esse mesmo eleitorado manter o legado do “Lulismo” durante doze anos na Presidência da República.

Rifar a candidatura de Marília Arraes e de vários membros da legenda em troca dessa “barganha” articulada – por Humberto Costa, Oscar Barreto, João Paulo e outros nomes –para garantir a reeleição do Senador Humberto Costa (PT) e de Paulo Câmara (PSB), se caracterizará como a aceitação do “fisiologismo” durante a presidência de Gleisi Hoffman, na cúpula petista.

Caso isso aconteça, a mensagem do PT para os eleitores será de que após a prisão de Lula não existe mais liderança e nem força política para se disputar uma eleição como “protagonista”.

Humberto Costa e Oscar Barreto tramam contra Marília Arraes dentro do PT de Pernambuco  

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