Por aliança, PSB admite discutir com PT apoios estaduais e cargos

O governador Paulo Câmara (PSB) ao lado do ex-presidente Lula (PT).

Em busca de um acordo com o PT em Pernambuco, o PSB está disposto a negociar uma aliança com petistas em outros estados do País, como Minas Gerais. Socialistas também admitem a possibilidade de abrir espaço para o PT no governo Paulo Câmara (PSB). O partido trabalha hoje, porém, com a perspectiva de que, não se consolidando a candidatura presidencial do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, não ter candidato a presidência para dar mais liberdade aos palanques estaduais.

“Manter alguns governos para nós é mais importante do que conquistar outros. Para nós é fundamental a garantia de uma candidatura competitiva para o Paulo em Pernambuco. Aí é governado pelo PSB e aqui é governado pelo PT. Se isso for necessário, nós temos que manter a nossa prioridade, que é a reeleição do Paulo aí em Pernambuco. E talvez a gente tenha que fazer um sacrifício aqui”, afirmou ontem o deputado federal mineiro Julio Delgado, líder do PSB na Câmara.

Entre os estados listados como estratégicos pelo PT para consolidar uma aliança, Minas Gerais é visto como um dos mais complicados. Ao contrário da Paraíba, onde o governador Ricardo Coutinho (PSB) tem o apoio do PT e marchou contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Minas é governado por Fernando Pimentel (PT), mas o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB) tenta se viabilizar como candidato a governador pela oposição.

“O Brasil tem 27 estados. Isso faz parte de um diálogo nacional. Tem locais que são mais fáceis para o PT. Outros mais fáceis para o PSB. Vai prevalecer um grande entendimento nacional. É isso o que nós estamos buscando. O PT, o PSB e os demais partidos da frente (de esquerda) sempre tiveram a maturidade de construir isso visando um projeto nacional. E é isso o que a gente vai procurar fazer novamente. Fazer uma discussão onde a gente possa conciliar da melhor maneira possível os interesses dos dois partidos”, assegurou ontem o presidente do PSB-PE, Sileno Guedes.

Espaço no governo
Pela aliança, o PSB acredita que pode ajudar nos projetos políticos do senador Humberto Costa e dos ex-prefeitos do Recife João Paulo e João da Costa. Um nome do PT poderia integrar a chapa majoritária. A prioridade seria ter João Paulo na vice, inclusive para consolidar a votação no Recife, enfraquecendo a oposição na Capital. Além disso, os socialistas sinalizam com uma solução para a vereadora do Recife Marília Arraes, que poderia ser candidata a deputada federal. Além disso, poderia abrir um espaço no governo para abrir os petistas.

Segundo o Blog de Jamildo, Dilson Peixoto (PT) pode ir para a Secretaria de Transportes do Estado, que vai ficar vaga com a saída de Sebastião Oliveira (PR) para disputar a reeleição de deputado federal. Além disso, o vereador Jairo Brito (PT), que é ex-filiado ao PSB, poderia ser abrigado na Prefeitura do Recife, o que abriria uma vaga para João da Costa na Câmara de Vereadores.

“A gente não está fazendo ainda esse tipo de discussão. Nós estamos conversando sobre a reeleição de Paulo Câmara. Estamos conversando com todos os partidos de esquerda para que eles possam vir (para o nosso palanque). Como o PT é uma força importante de esquerda, nós vamos conversar com eles também”, afirmou ontem o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). (JC)

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