Paulo Câmara, Armando e Marília se queixam de atuação de Moro em batalha jurídica no TRF-4

O juiz federal Sérgio Moro atuou durante batalha jurídica pela soltura ou não do ex-presidente Lula (PT).

Os principais pré-candidatos ao governo de Pernambuco se queixaram da atuação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, durante a batalha jurídica pela soltura ou não do ex-presidente Lula (PT), no último domingo (8).

Subscrita pelo governador Paulo Câmara (PSB), uma carta organizada por governadores de esquerda e aliados de Lula faz duras críticas a Moro. “A condenação do presidente Lula se deu de forma contrária às leis brasileiras e à jurisprudência de nossas cortes superiores. A decisão condenatória foi proferida por magistrado desprovido de competência legal, cujas condutas têm revelado, reiteradamente, total ausência de imparcialidade. Basta lembrar da divulgação ilegal de diálogos telefônicos mantidos pelo presidente Lula”, afirma o documento.

“Agora, o mesmo magistrado, atipicamente, se insurgiu contra a decisão do desembargador de plantão, determinando às autoridades policiais que se abstivessem de cumpri-la. Essa atitude revela muito mais que zelo na condução dos processos submetidos à sua jurisdição: revela inaceitável parcialidade, além de desprezo pela organização hierárquica do Judiciário”, descreve ainda a carta dos governadores.

Oposição
Principal adversário de Paulo, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) afirmou ao JC que a controvérsia sobre a prisão após a condenação em segunda instância gera muita insegurança do ponto de vista jurídico. “Me parece que ficou claro, na minha avaliação, que o Sérgio Moro exorbitou. Ele é um juiz de outro nível hierárquico. Ou seja, o Tribunal é o juízo de segundo grau. Portanto, ele se sobrepõe à posição do juiz de primeira instância. O fato é que isso tudo tem gerado uma imensa confusão”, avaliou o petebista.

Pré-candidata do PT ao governo do Estado, a vereadora do Recife Marília Arraes também emitiu uma nota com críticas a Moro. “A decisão do desembargador plantonista só poderia ser revogada por órgão colegiado do TRF e de forma alguma por uma decisão monocrática de um outro membro e muito menos por um juiz de primeira instância”, descreveu. (JC)

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