Liderança negra afirma que “Miguel Coelho” não oferece apoio social, cultural ou de saúde   

Líder do Afrocoletividade, Viviane Costa, critica gestão de Miguel Coelho.

O Dia da Consciência Negra foi celebrado na Casa Plínio Amorim, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, nessa terça-feira (21). Após uma sessão conturbada, envolvendo as contas do ex-prefeito Júlio Lóssio e Programa Nova Semente (programa de ensino em creches), representantes do candomblé comemoraram e debateram as dificuldades encontradas, na gestão do Prefeito Miguel Coelho.

A sessão solene foi conduzida pela vereadora Cristina Costa (PT), que ressaltou a importância do Dia da Consciência Negra, assim como as conquistas e os problemas que ainda precisam ser enfrentados, a citar: preconceito, ocupação de espaço nos poderes, apoio cultural, atendimento a saúde, entre outros.

“A história e o valor da população negra são extremamente importantes e o mês da consciência negra traz essas reflexões. Estamos atuando no dia a dia para essas pessoas, para que possamos tornar menos sofrida uma realidade preconceituosa que o Brasil tentar esconder”, disse a parlamentar.

A representante do movimento social Afrocoletividade, Viviane Costa, denunciou que a gestão de Miguel Coelho não ajuda o movimento a combater o racismo, preconceito, intolerância ou muito menos cria condições para inclusão dos negros nos espaços sociais da capital do sertão.

“Petrolina é uma cidade extremamente racista e intolerante. Petrolina se constrói dentro de uma configuração elitizada e que não tem uma visão das comunidades, tanto periférica quando as das populações negras”, disse a representante.

Viviane Costa pontua que a comemoração do “Dia da Consciência Negra” é marcada pela luta dos negros em buscar de melhores condições de vida e quebra de preconceito e paradigmas.

“Estamos realizando um trabalho educacional nas escolas e nas comunidades, porque entendemos que o racismo é diário e o preconceito é contínuo. O dia da Consciência Negra é um dia de luta e precisamos entender que é um marco do movimento negro, porque podemos pontuar as demandas da população negra de Petrolina de forma coesa”, explicou.

A líder negra, ainda, afirmou que o Governo de Miguel Coelho é ausente no combate ao preconceito e que a falta de apoio da entidade pública enfraquece a inserção dos negros nos espaços sociais de Petrolina.

“Nós estivemos aqui no ano passado, na construção do Afrocoletividade e pontuamos demandas significativas. E qual foi nossa resposta? Nenhuma! Nós colocamos aqui, nessa Câmara, um projeto para que se atendesse a saúde da população negra, principalmente, a saúde da mulher negra. O povo negro tem demandas especificas e elas não são atendidas e nem ouvidas em Petrolina. Por mais um ano nós construímos o Afrocoletividade e mais um ano nós não tivemos o apoio do Governo de Petrolina (Miguel Coelho)”,  denunciou, completando:

“Por mais um ano procuramos a Secretaria de Cultura de Petrolina e não tivermos nenhum um tipo de apoio. Nós continuamos e iremos continuar lutando porque somos a base da sociedade. A mulher negra é a base da sociedade (…) temos necessidades históricas que são negadas”, disse.

Na sessão solene, a bancada evangélica e vários vereadores aliados do Prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, se ausentaram da sessão. A comemoração foi marcada pelo preconceito da Casa Plínio Amorim com a população negra de Petrolina.

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