Líder do Governo, vereador Ruy Wanderley, abre fogo contra secretário de articulação institucional de Miguel Coelho

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O Líder do Governo, Ruy Wanderley (PSC), disparou fogo contra Orlando Tolentino. Foto: Reprodução.

A sessão ordinária da Casa Plínio Amorim, nesta terça-feira, dia 28, foi marcada pelo “fogo-cruzado” entre o líder do governo, vereador Ruy Wanderley (PSC), e o secretário de articulação institucional, Orlando Tolentino (PMDB).

O secretário do Prefeito Miguel Coelho acompanhava a sessão na área restrita aos parlamentares, quando Ruy Wanderley subiu a tribuna e iniciou duras críticas contra os assessores do “Governo Novo Tempo”.

No início de seu discurso, Wanderley pontuou sobre a influência dos assessores nas tomadas de decisão dos vereadores da Casa das Leis e sobre o “fogo amigo”, que tem sido aberto contra sua atuação parlamentar pelo secretário Tolentino.

“Se continuar com essa quantidade de assessores aqui na Casa Legislativa, intervindo em algumas discussões, irei assinar meu ponto e me retirarei da sessão, essa será minha primeira estratégia. Depois, não sei o que vou fazer. Mas, quero deixar bem claro que essa é minha posição”, disse o líder do governo.

Na ocasião, o parlamentar afirmou que a circulação dos assessores do Governo Novo Tempo dentro do plenário Plínio Amorim tem prejudicado o trabalho legislativo dos vereadores.

“O assessor do executivo do Governador ou Presidente não tem acesso pra ficar circulando dentro do plenário, porque o plenário é dos vereadores, servidores do Legislativo e precisamos entender isso, porque é ruim pra essa Casa, independente de ser vereador de oposição ou situação é ruim para o Legislativo esse tipo de comportamento. Muitos aqui não têm coragem de dizer, mas discordam e não tem coragem de dizer, mas eu tenho coragem de dizer. E vou continuar tendo a coragem de dizer sem ter medo de assumir a responsabilidade pelo que digo”, disparou Ruy.

No decorrer do seu tempo na tribuna, Wanderley engrossou o discurso e abriu fogo contra Tolentino que, atento, acompanhava o pronunciamento do líder do governo.

“Eu fui escolhido para ser líder do governo foi pelo prefeito Miguel Coelho, não foi por assessor não. Quem me constituiu líder do governo foi Miguel Coelho, não foi assessor (…) então, não vou admitir que quem não faça parte desse Legislativo – há não ser Miguel Coelho – queira interferir na minha condução dentro da Casa Plínio Amorim”, disse o parlamentar.

Na sessão, ainda, entrou em votação o Requerimento nº 404/2017, do vereador Gilmar Santos (PT), solicitando a Secretária Municipal de Direitos Humanos, Kátia Carvalho, o detalhamento do quadro de funcionários (efetivos e comissionados), equipamentos (imóveis) e veículos à disposição desta secretaria.

“Antes de votar o requerimento falei com o secretário de governo, Geovani Costa, e falei que não via problema nenhum em aprovar esse requerimento. Agora, não posso aceitar que assessor queira dizer se estou pronto, preparado ou sou a pessoa indicada para ser líder do governo ou não. Quem tem que fazer essa avaliação são meus amigos vereadores e, principalmente, o prefeito Miguel Coelho que me escolheu”, disse Wanderley, completando:

“Eu posso até estar fazendo a coisa errada por dizer o que sinto, mas você nunca vai ser traído por mim, porque o que eu sinto, eu digo e não mando recado. Eu digo é na cara! Eu digo na cara pra pessoa saber como estou pensando. Muitos agem diferente, mas a minha forma de fazer política é sendo correto com meus amigos, com meus adversários e respeitando. Agora, não aceito nenhum tipo de manipulação para tentar me tirar de uma função, na qual fui escolhido pelo prefeito”, concluiu.

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