Isaltino Nascimento: PSB pode apoiar o candidato do PT, desde que seja Lula

Isaltino Nascimento (PSB) é líder do Governo na Alepe.

A exigência do apoio do PSB à candidatura presidencial do PT, para que os petistas ingressem na Frente Popular, é o ponto central da indefinição em torno da aliança entre as siglas. Para os socialistas, este condicionamento só tem sentido se Lula for, de fato, candidato. Qualquer outro nome, caso o ex-presidente saia do páreo, pode colocar os palanques estaduais em risco. Incluindo os 11 postulantes a governador que o PSB prepara para a eleição deste ano. Neste dilema, socialistas tentam manter a tese de que o PT é quem precisa mais do PSB, e não o contrário, como afirmou a deputada estadual Teresa Leitão (PT).

“Não tem dependência do PSB ao PT. A gente precisa entender que hoje Lula sendo candidato é uma realidade que não precisa nem de palanque. Mas se não for, precisa de palanque nos estados e Lula sabe disso. Vai precisar de candidatos que tenham condição de fazer campanha, de construir. Se pegar recentemente, o PT teve deputados federai e estaduais uma quantidade que não tem mesma a dimensão de hoje”, disse o líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Isaltino Nascimento (PSB), em entrevista ao programa Folha Política desta quarta (06).

Na sua visão, o PSB possui candidaturas viáveis nos estados e, por isso, precisa se impor nesta negociação com o PT. “Temos hoje 11 candidatos a governador no Brasil, com nomes que têm perspectiva de ganhar. Nessa equação, precisamos entender que o PSB tem um protagonismo forte e é uma força importante. Fazer campanha para cargo majoritário é muito desafiador. Precisa ter lideranças e gente que reverbere”, colocou.

Segundo ele, após a postulação de Joaquim Barbosa cair por terra, restou ao partido apoiar outro candidato ou liberar os estados a apoiarem quem quiserem. Porém, o único que ainda defende a segunda tese é o governador de São Paulo, Márcio França, que pretende seguir Geraldo Alckmin (PSDB). “Só Márcio França quer isso. Então sobra o caminho de uma aliança. Em grande parte dos candidatos e da bancada, há sentimento de aliança com Lula. Há esse sentimento. Mas não está decidido. Tem convenção em julho para decidir isso”, afirmou.

Assim, o apoio a outro candidato, como Ciro Gomes (PDT), ainda é considerado, principalmente se o ex-presidente não viabilizar sua postulação. “Vamos discutir com o PT e o PDT quem tiver mais condição. Se não for Lula? Pesquisas mostram que Haddad (ex-prefeito de São Paulo) é um bom nome, mas não pontua na pesquisa”, opinou Isaltino. (Blog da Folha)

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