Ex-prefeito, Júlio Lóssio, firmou contrato de R$ 70 milhões e não pagou a escritório de advocacia, diz vereador

Vereador Aero Cruz (PSB) defende gestão Miguel Coelho, após polêmica do contrato de inexigibilidade de R$ 40 milhões. Foto: Robério Sá.

O vereador Aero Cruz (PSB) subiu a tribuna da Casa Plínio Amorim na sessão desta quinta-feira (23), para rebater a denúncia do vereador Gabriel Menezes (PSL), que entrou na última terça-feira com um requerimento solicitando detalhes sobre o Contrato de Inexigibilidade nº 63/2017 de processo nº 168/2017, onde a empresa Gomes Pereira Advogados foi contratada para recuperar dívidas de tributos do Poder Executivo. Em contrapartida, o escritório de advocacia receberia cerca de R$ 40 milhões do Governo Miguel Coelho.

Em entrevista ao Blog do Robério Sá, o parlamentar afirmou que o serviço de advocacia especializado não foi realizado pela empresa Gomes Pereira Advogados, após determinação da Controladoria Geral da União (CGU) pedindo rescisão do acordo.

O vereador da situação, ainda, fez uma denúncia gravíssima contra a gestão do ex-prefeito Júlio Lóssio, que na época contratou um escritório de advocacia de Recife – Monteiro e Monteiro Advogados Associados – para prestar serviços da mesma natureza dos solicitados pelo Governo de Miguel Coelho. Após prestar o serviço, o governo anterior deveria pagar a quantia de cerca de R$ 70 milhões, no entanto, o acordo não foi cumprido pelo ex-gestor. Atualmente, a empresa move uma ação judicial contra a Prefeitura de Petrolina solicitando o pagamento do valor milionário.

“O contrato foi firmado no (Governo de Miguel Coelho), no entanto o serviço não foi iniciado e a Controladoria Geral da União (CGU) recomendou que o acordo fosse reincidido e isso foi realizado. Então, foram levadas essas informações para imprensa e veículos de comunicação como se o contrato tivesse dado prejuízo ao município. Então, me aprofundei no assunto para dar esclarecimento à população e tive o conhecimento de que na administração passada (Governo de Júlio Lóssio) teve um contrato dessa mesma natureza e objetivo de R$ 70 milhões de reais. Esse contrato tem um agravante, o serviço foi prestado e agora a empresa está na justiça cobrando esse valor ao município”, disse Aero Cruz.

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