Ex-porteiro é aprovado em curso de medicina em universidade federal

Fagner Lima havia se mudado de Ipatinga do Maranhão para Goianira ainda em 2013, buscando melhores oportunidades de estudo.
Esforço, dedicação e persistência marcam a história de vida do ex-porteiro Fagner Lima, de 25 anos. Ele conseguiu, após cinco anos de estudo, ser aprovado no vestibular de medicina na Universidade Federal de Goiás (UFG). O Jovem, que chegou a mudar de cidade em busca de melhores condições de estudo, garante que foi surpreendido com a aprovação.
“Nunca achei que fosse dar conta. Achei que passar em medicina era privilégio de gênios”, citou em entrevista. As informações são do G1.
O estudante conta que ainda não conseguiu acreditar em seu feito. Ele conta que se mudou para Goianira com a irmã, que buscava, também, mais oportunidades de estudo. “Nós somos três, e ela é a do meio. Eu sempre quis sair também, mas ela ter vindo me deu coragem”, explica. “Quando eu cheguei, já vim com propósito de estudar. Ainda não tinha bem certo o quê. Aí meus pais vieram também”, afirmou.
Com a mudança, Fagner conta que conseguiu um emprego no almoxarifado de uma empresa. Porém, as dificuldades para administrar estudo e trabalha, teve que abandonar. O cursinho acabou se sensibilizando e lhe deu uma bolsa de estudos integral. Pouco depois, o jovem conseguiu vaga de porteiro em um prédio.
“Inicialmente eu trabalhava durante o dia e estudava à noite. Eram 12 horas de trabalho para 36 horas de folga. Aí surgiu uma vaga de trabalho à noite, justamente o que eu queria, porque eu achava as aulas de manhã muito melhores no cursinho”, lembra.
Com ajuda da patroa, que flexibilizava os horários, Fagner conseguia se dedicar mais. Paralelamente, amigos do cursinho o incentivavam a pensar em medicina e mostravam que ele poderia chegar lá. O que até então não era um sonho, por ele achar que não teria condições, passou a soar como vocação.
Fagner começou a frequentar as aulas nesta segunda-feira (26). Ele afirma que ainda não sabe qual especialidade deseja, mas já tem uma certeza: “se preciso, volto a trabalhar para me manter no curso, não tem problema”.

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