Drama e incerteza continuam rondando candidatura própria do PT em Pernambuco

Marília Arraes, Lula e Odacy. Foto: Reprodução.

O drama e a incerteza da candidatura própria ao Governo de Pernambuco continuam, após a Executiva Nacional do PT estender os prazos para a escolha e definição das candidaturas nos Estados nestas eleições.

Com a mudança no calendário, à apresentação de proposta de apoio a outra legenda poderá ser feita até 11 de maio. A mudança impactou diretamente no cenário político e eleitoral de Pernambuco. Nos bastidores, fala-se que houve influência da ala que não acredita na candidatura do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e o objetivo seria ganhar tempo para a definição dos processos judiciais.

Por outro lado, o impacto foi negativo para a militância do PT de Pernambuco, que aguardava para encerrar de vez a possibilidade de aliança com o PSB de Paulo Câmara. Com a indefinição, a candidatura própria continua sendo pleiteada por Marília Arraes, Odacy Amorim e José de Oliveira – os pré-candidatos ao Palácio do Campo das Princesas pela legenda.

A extensão do prazo mostrou claramente que a candidatura de Lula, ainda, não é definitiva. Isso, porque o petista pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa pela sua condenação em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão e ficar impedido de concorrer a Presidência da República.

BASTIDORES

A decisão da Executiva Nacional do PT aumentou as especulações com relação a uma aliança com o PSB em Pernambuco, após encontro de Lula com Paulo Câmara, Renata Campos e João Campos, em São Paulo.

O prazo estendido abre precedentes para que as negociações entre as legendas continuem. Em entrevista ao comunicador Geraldo Freire, Lula chegou a alimentar aliança com o PSB e outros partidos para tirar o PT do isolamento no estado.

Recentemente, Marília Arraes afirmou que o “partido não seria tábua de salvação para governo ruim”, referindo-se ao PSB que busca uma aliança com o PT para rifar sua candidatura ao Governo do Estado.

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