Com alta rejeição popular, Fernando Filho poderá repetir choro de 2012 nas eleições de 2018

Fernando Filho e Michel Temer. Foto: Reprodução.

O Ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (Sem Partido), poderá repetir a dose de 2012, quando perdeu as eleições municipais de Petrolina para Júlio Lóssio, e chorou. O episódio ocorreu anteriormente, em 2010, quando também obteve menos votos de que Gonzaga Patriota.

Prestes a deixar o Governo de Temer, o filho de Fernando Bezerra Coelho (MDB) sofre de uma alta rejeição popular em Petrolina e Sertão do São Francisco – seu reduto eleitoral. Apesar da alocação de emendas parlamentares e destinação de recursos para cidades do interior, o eleitor não consegue desassociar sua imagem aos desmandos do presidente Michel Temer e sua drástica passagem pelo Governo Federal.

Prestes a naufragar com sua reeleição, Fernando Filho deverá ingressar no Democratas (DEM), já que o imbróglio do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) continua se arrastando, e dificultando a chegada do seu pai a presidência da legenda em Pernambuco.

No ano passado, o Blog realizou uma consulta popular em Petrolina, onde Fernando Filho possuía apenas 7% das intenções de votos, ficando atrás de Gonzaga Patriota (PSB), com 17% e Adalberto Cavalcanti (Avante), com 10%.

O cenário de rejeição a Fernando Filho se dá devido aos aumentos nos preços da gasolina, conta de luz e gás de cozinha. Desde sua chegada ao Ministério de Minas e Energia, o setor energético brasileiro entrou em uma crise sem precedentes, causando grande impacto na renda dos trabalhadores, apesar da queda da inflação. Além disso, o conteúdo nacional se tornou vulnerável e as privatizações ascendentes garantiram o apoio da classe empresarial ao Governo de Michel Temer, assim como, fragilizou a política econômica brasileira.

Outro ponto foi sua participação nas votações das pautas contrárias aos interesses dos trabalhadores, assim como, no impeachment da presidente eleita legitimamente, Dilma Rousseff (PT).

Diante de uma atuação tão desgastante para fragilizar o consumidor e trabalhador, Fernando Filho poderá pagar a conta das suas ações políticas a frente do Ministério de Minas e Energia, não conseguindo se reeleger pelo chapão do “Pernambuco Quer Mudar”, nas eleições deste ano.

Apesar de ter tirado mais de 112 mil votos em 2014 para a Câmara dos Deputados, a expectativa é que atinja entre 60 e 80 mil votos nas eleições de 2018. Na eleição passada, o deputado, que entrou com menos votos pelo chapão, teve mais de 85 mil.

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