Coluna Pega-Fogo: Paulo Câmara incrementa valor milionário para autopromoção governamental

Paulo Câmara fala de crise, mas realiza ações de quem não vivencia crise. Foto: Reprodução.

O Governador do Estado, Paulo Câmara (PSB), mais uma vez surpreendeu a população, do cais ao sertão, com a realização de uma nova manobra administrativa para tentar reverter o desgaste da sua gestão, frente aos problemas da violência, desemprego, crise hídrica, além das várias promessas de campanha não cumpridas, entre elas, dobrar o salário dos professores da Rede Estadual de Educação.

Nessa última quarta-feira, dia 15, Paulo Câmara jogou o discurso da crise para o lado de fora do Palácio Campo das Princesas e decidiu abrir mão do seu escopo de técnicas administrativas e econômicas para atravessar a passarela pública e chegar ao cume do monte. Do alto, o socialista pretende publicitar seu governo para tentar mudar a negatividade da sua gestão entre a população pernambucana, tendo em vista que 74% dos cidadãos deste estado desaprovam sua gestão, conforme aferiu o Instituto de Pesquisa Uninassau. Recentemente, em nova avaliação, o socialista foi tido como o pior governador pernambucano por 42% dos eleitores. Não há outro jeito, senão investir na autopromoção para tentar se reeleger.

No Diário Oficial do Estado, na quarta-feira, como foi frisado, Paulo Câmara publicou um decreto anulando R$ 8,2 milhões que iriam para a Secretaria de Habitação, através da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), para abrir crédito suplementar de mesmo valor para a Casa Civil. Na área de articulação política, o valor será utilizado para a “divulgação governamental em todos os meios de comunicação”.

Na semana da República, o governador abre mão de fazer um investimento sólido de R$ 8,2 milhões, que poderiam mudar a vida de centenas de pernambucanos para direcionar o montante a área política, visando a necessidade de sustentar a sua gestão após a Operação Torrentes, onde representantes do Palácio são acusados de desviar um somatório de R$ 450 milhões, que deveriam ter recuperado a dignidade de milhares de cidadãos, vítimas das enchentes na Mata Sul do Estado.

Manobra administrativa realizada pelo Governador Paulo Câmara (PSB).

OPOSIÇÃO – A deputada de oposição, Priscila Krause (DEM), que integra a Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), informou que a Lei Orçamentária de 2017 autoriza gastos de R$ 68,097 milhões com divulgação institucional, contudo, até o momento, a Casa Civil empenhou R$ 65,29 milhões, faltando pouco mais de um mês para acabar o ano de 2017.

“Diante das dificuldades que tem de alcançar índices de aprovação que possibilitem alguma tranquilidade do ponto de vista político, o Palácio opta por esquecer a crise e turbinar um gasto que, seguindo a peça orçamentária em vigência, já atenderia de forma mais que suficiente às necessidades administrativas. É um decreto que deixa evidente que a crise só é válida, para o governo, nos assuntos que lhe convêm”, disse parlamentar em seu blog.

SERRA TALHADA- Nesta segunda-feira, dia 20, entrará em votação o Requerimento de nº 53/2017 do vereador Sinézio Rodrigues (PT), convocando o coordenador regional da Compesa em Serra Talhada, Francisco Duarte de Sá e o gerente da Unidade de Negócios do Pajeú, Luciano André de Freitas, para prestar esclarecimentos sobre o abastecimento d’água na cidade.

ELEITORADO – O deputado estadual, Lucas Ramos (PSB), furou com o povo de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. Na última quinta-feira, saiu no Diário Oficial do Estado, sua lista de alocação de emendas para o Orçamento de 2018 e, por incrível que pareça, o parlamentar votado na capital do xaxado, não destinou nenhum recurso para ajudar a cidade a se desenvolver. Nas redes sociais, os eleitores afirmaram que não irão votar mais em forasteiros.

Profissionais da educação protestam em São José do Egito contra atraso em salários.

SÃO JOSÉ DO EGITO – Os professores da Rede Municipal de Educação (RME) da Terra da Poesia continuam com os salários atrasados. Recentemente, educadores, contratados e servidores efetivos realizaram uma grande mobilização em frente à sede administrativa, no entanto, o mais absurdo foi à falta de publicidade do protesto contra o gestor na cidade.

Tentando justificar o frequente atraso nos pagamentos, o prefeito Evandro Valadares (PSB), afirmou que as despesas do município cresceram, no entanto, os repasses federativos diminuíram.

PERGUNTAR NÃO OFENDE – Quanto Paulo Câmara destinou para a propagada estadual “Tem obra do Governo do Estado”?