Coluna Pega-Fogo: Paulo Câmara ajudou Michel Temer a instaurar essa crise no Brasil

Michel Temer e Paulo Câmara.

Coluna Pega-Fogo – 26 de maio de 2018 

Paulo Câmara ajudou Michel Temer a instaurar essa crise no Brasil

O Governador Paulo Câmara (PSB) foi um dos fiadores dessa crise que vivencia a nação brasileira com o Governo de Michel Temer (MDB).

Em meados de abril de 2016, o socialista autorizava seus deputados a votarem a favor da continuidade do processo de impeachment contra a Dilma Rousseff (PT). Naquela época, dos 18 deputados de Pernambuco que votaram contra a petista, 12 eram da bancada do Governo Paulo Câmara, além do deputado Sebastião Oliveira (PR), que absteve-se na oportunidade.

Sem interferência de Paulo Câmara, o impeachment aconteceu e o ideário político era de que o Brasil voltaria a crescer pelas mãos da “direita”, no entanto, esquecia-se que o problema da nação já não era de corrente política, mas da operação “Lava Jato”, que sentenciou o fim do aparato da indústria da construção civil no país.

Depois de substanciar o golpe, Paulo Câmara rompeu com Michel Temer ao ver sua impopularidade nas pesquisas e querendo fugir da culpa de ter apoiado sua chegada ao governo, em parte, ludibriado pelos deputados Jarbas Vasconcelos e Kaio Maniçoba – ambos do extinto PMDB – que votaram a favor do impeachment, acreditando que agora o Brasil mudaria.

O PT então deixa o Governo Federal após implementar durante doze anos políticas públicas, algumas eficientes e outras talvez nem tanto, porém, sempre as paraestatais e o setor privado foram beneficiados, principalmente, pela política de incentivo à educação, moradia, crédito e transferência de renda como pilar sustentador do combate à pobreza e desigualdade.

Em seguida, Câmara perdeu o apoio do deputado federal Fernando Filho (ex-PSB), do senador Fernando Bezerra Coelho (ex-PSB) e do Prefeito Miguel Coelho, que apesar de estarem desgastados, foram coerentes a seguirem sua postura política, mesmo ajudando no impeachment. Eles mostraram ter “personalidade” e não voltaram atrás com seu posicionamento, diferente do socialista que “nega” ter ajudado Temer a chegar ao poder.

Próximo da eleição, Paulo Câmara esqueceu do passado e foi pedir arrego ao ex-presidente Lula (PT) e ao senador Humberto Costa (PT). Antes cooptou o ex-prefeito do Recife, João Paulo (ex-PT), que migrou para um partido alinhado com o PSB, a fim de facilitar aliança e o processo. O objetivo, na verdade, era isolar e enfraquecer Marília Arraes, que deu a resposta crescendo nas pesquisas eleitoras. Hoje, está empatada com Paulo Câmara, e pode levar a eleição com a menor estrutura partidária e financeira que um candidato já teve apresentando chances reais de vencer.

Ontem, dia 25, Paulo Câmara decretou “estado de emergência”, após resistir à pressão dos deputados sobre a redução do ICMS, que financia a educação, segurança e a saúde.

Em 2017, o governador fechou as contas com um déficit de R$ 972,9 milhões. A receita total do Estado teve um crescimento de 6,9%, entretanto, os gastos cresceram 10,7%. Mais uma vez, Câmara não poderia adotar uma política de “subsídio” para os derivados de petróleo. Aguns dizem que a “casa está organizada”, mas os números discordam.

Afinal, Câmara tem que explicar por que o Governo de Temer era melhor do que o de Dilma Rousseff? Até agora, os pernambucanos aguardam a bancada dos deputados da Frente Popular explicarem essa situação junto com seu líder, pois passados dois anos, não houveram avanços significativos para o Estado após o golpe.

NO INTERIOR – Nessa sexta-feira, dia 25, a vereadora do Recife e pré-candidata a governadora, Marília Arraes (PT), chegou a São José do Belmonte, no Sertão de Pernambuco, para participar da Cavalgada à Pedra do Reino.

Mesmo após o prefeito Romonilson Mariano (PHS) fechar apoio com João Campos e Paulo Câmara, Arraes não se intimidou e foi para 26ª edição do evento, onde esteve ao lado do poeta Flávio Leandro – que se apresenta na cidade. Em Belmonte, Marília Arraes é a preferida entre as lideranças do prefeito, principalmente, porque os eleitores querem votar nela. Isso pode acontecer em várias cidades que o prefeito apoiar o PSB, mas o povo quer votar em outro candidato.

CHAPA 1 – Na frente de oposição, o anúncio da chapa ocorreria nesta segunda-feira, dia 28, apenas com o nome de governador (Armando Monteiro) e ao Senado (Mendonça Filho). Com o adiamento do evento para 4 de junho, os políticos agora possuem mais tempo para ensaiar o segundo senador e o vice-governador da chapa.

CHAPA 2 – O clã Ferreira ainda não se decidiu se vai marchar com Paulo Câmara (PSB) ou Armando Monteiro (PTB), nas eleições deste ano. O presidente do PSC em Pernambuco e deputado estadual, André Ferreira, aguarda a decisão do socialista sobre a segunda vaga para disputar o Senado.

Se aliança entre PSB e PT for selada, a segunda vaga ficaria com o senador Humberto Costa (PT), e André Ferreira poderia ser cotado para integrar a coligação “Pernambuco Quer Mudar”.

No cenário que se desenha, André Ferreira não terá espaço para sua candidatura ao Senado pela Frente Popular; seu irmão, o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR), que está rachado com Paulo Câmara e Sebastião Oliveira, não teria a mínima dificuldade de deixar a situação para ir para a oposição, onde mantém boa relação com o senador Fernando Bezerra Coelho.

NO PRUMO – O Prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), esteve inaugurando a pavimentação de algumas ruas ontem, dia 25 e, na ocasião, passou um recibo para Sebastião Oliveira, Lucas Ramos, Marinaldo Rosendo, Augusto Coutinho, Tadeu Alencar e outros deputados que foram votados na Capital do Xaxado, mas não direcionam emendas para pavimentação.

Na oportunidade, o petista agradeceu a Gonzaga Patriota, Humberto Costa, Kaio Maniçoba, Pastor Eurico e outros que tem alocado emendas parlamentares para ajudar no desenvolvimento de Serra Talhada.

PERGUNTA DE FOGO – Após a polêmica, como anda a relação de Romonilson Mariano com os deputados?

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