Coluna Pega-Fogo: Os desafios de Marília Arraes para vencer as eleições de 2018

Vereadora do Recife, Marília Arraes (PT). Foto: Reprodução.

Coluna Pega-Fogo – 27 de março de 2018 

Os desafios de Marília Arraes para vencer as eleições de 2018

A vereadora do Recife e pré-candidata a governadora, Marília Arraes (PT), possui vários desafios até consolidar uma candidatura vitoriosa ao Palácio do Campo das Princesas, nas eleições deste ano.

De imediato, a neta de Miguel Arraes precisará construir a unidade da cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT), com o ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT) e o Senador Humberto Costa (PT). Assim, daria rumo ao seu projeto político, no entanto, para que isso ocorra é necessário apresentar de forma sólida uma estratégia que beneficie os seus companheiros de legenda.

O segundo passo que Arraes deverá realizar, trata-se da iniciação das conversações com partidos de esquerda e apresentar um projeto político, que convença siglas ligadas ao Governador Paulo Câmara (PSB) a apostarem na sua candidatura, assim como partidos que ainda estejam indefinidos sobre o rumo que seguirão nas eleições.

No âmbito da dificuldade financeira, a petista terá que afinar o diálogo com o setor empresarial e convencer a classe social abastada vislumbrar um projeto de mudança, capaz de tirar o Estado de Pernambuco do caos social e econômico, através da sua candidatura.

Embora seja difícil travar uma luta política contra os caciques que detém a máquina pública estadual e federal, a pré-candidata terá que reverter sua popularidade em palanque e, principalmente, consolidar o apoio da Executiva Nacional do PT e do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, a favor da sua candidatura.

Sem interligar essas “pontas soltas” da sua pré-candidatura, Marília Arraes dificilmente conseguirá consolidar seu projeto e vencer as eleições. Nesta articulação política, ela terá que contar com o apoio do prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), que com sua habilidade política possui os atributos para construir alianças e estabilizar os conflitos dentro da legenda.

Enquanto o tempo corre, a instabilidade da cúpula do PT de Pernambuco continua. E, apesar de alguns aliados da neta de Arraes estarem comemorando sua candidatura, que vai indo de “vento em polpa”, a crise interna do partido precisa terminar, e os esforços políticos necessitam convergir para um projeto amplo e que atenda os interesses políticos de todas alas da sigla.

AGRESTE – A primeira dama de Santa Cruz do Capibaribe e pré-candidata a deputada estadual, Alessandra Vieira (PSDB), conquistou, nesse final de semana, o apoio do prefeito de Poção, Merson Vasconcelos (MDB), que obteve 3,8 mil votos nas eleições de 2016.

Alessandra Vieira é casada com o prefeito da cidade, Edson Vieira (PSDB), que foi eleito em 2016, com 22,8 mil votos, derrotando, de forma apertada, Fernando Aragão (PTB). Ela é uma forte candidata do grupo do Deputado Federal Bruno Araújo, e deverá conquistar um mandato na Casa Joaquim Nabuco.

SEM PÚBLICO – No final de semana, o Ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (MDB), esteve em Flores, no Sertão do Pernambuco. Na ocasião, ele entregou um trator.

O ato do Ministro de Michel Temer foi realizado com um baixíssimo número de pessoas. Na oportunidade, Fernando Filho tentou justificar afirmando que era dia de feira em Carnaíba. O curioso é que no interior o palanque de Temer possuí altíssima rejeição, e Fernando Coelho Filho é um dos que possui pouca a aceitação.

CRISE HÍDRICA – A população de Salgueiro, no Sertão Central, anda sofrendo com a falta de abastecimento de água pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Os cidadãos estão passando entre 10 e 15 dias sem água nas torneiras.

A realidade, também, não é diferente em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, onde a empresa, ligada ao Governo do Estado, tem prestado um péssimo serviço aos consumidores. Os moradores reclamam, diariamente, pela falta de abastecimento, assim como pelos constantes problemas da Adutora do Pajeú.

CHAPA MAJORITÁRIA – O PSDB de Pernambuco, liderado pelo deputado federal Bruno Araújo, não abre mão dos representantes da sua legenda integrarem a chapa majoritária da frente “Pernambuco Quer Mudar”.

Enquanto, o presidente da sigla caminha para o projeto de reeleição para a Câmara dos Deputados, os nomes dos ex-governadores João Lyra Neto e Joaquim Francisco são cotados para o Senado Federal pela chapa de oposição.

PERGUNTA DE FOGO – Por que os petistas ficaram incomodados com a série “O Mecanismo”, da Netflix?

Coluna Pega-Fogo: Batalha judicial pelo MDB naufraga candidatura de Fernando Bezerra ao Governo de PE

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here