Coluna Pega-Fogo: Campanha do desespero é lançada nas redes sociais de PE

Campanha de Paulo Câmara com Lula é definida como “desespero” do PSB.

Coluna Pega-Fogo – 17 de julho de 2018

Campanha do desespero é lançada nas redes sociais de Pernambuco

Nas redes sociais, líderes do PSB e do PT de Pernambuco foram pegos de surpresa com os dizeres “Paulo é Lula e Lula é Paulo” (…) Um banner com Paulo Câmara e Lula juntos tem percorrido o estado, e muitos analistas da política estadual apontam como sendo a campanha de desespero político desenvolvida pela Frente Popular para as eleições deste ano.

Em 2016, o PSB foi um partido de apoio ao impeachment da ex-presidenta, Dilma Rousseff (PT), no entanto, nessa última semana, o socialista anunciou apoio total a candidatura do preso político e ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, ação que é elencada como desespero por parte dos adversários de Paulo Câmara, respectivamente, pela pré-candidata a governadora Marília Arraes (PT) e do pré-candidato a senador Silvio Costa (Avante).

O tempo passou e o discurso dos deputados do PSB que apoiaram o impeachment, assim como Paulo Câmara que liberou seus secretários para retornarem à Câmara Federal, já é página virada.

Mas, afinal, o que Paulo Câmara quer apoiando Lula? Simplesmente, rifar a candidatura de Marília Arraes ao Governo de Pernambuco. Há cerca de dois anos, membros do PSB, liderados pelo governador, comemoravam a desfiliação da ex-aliada, que decidiu seguir na esquerda, mas ao lado de Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT).

E agora? Agora, Marília Arraes olha pra Paulo Câmara de cima para baixo, tendo em vista que carrega dois apoios que equivalem a toda a Frente de Oposição, capitaneada pelo senador Armando Monteiro (PTB), trata-se de Lula e do legado do ex-governador Miguel Arraes.

A campanha que se desdobra nas redes sociais tem muitos pontos para serem analisados, muito embora dois chamem atenção: primeiro, trata-se da falta de um projeto político do PSB e segundo de um marketing político que possa garantir uma vitória de Paulo Câmara em cima de Marília Arraes e Armando Monteiro, caso a petista não tenha sua candidatura rifada.

Na época de Eduardo Campos, a essa altura, o PSB estava com todo gás e energia para realizar sua convenção partidária e apresentar seu time de frente, entretanto, nesta eleição o time de frente está bem apresentado, mas o líder está sem saber se faz campanha criticando a oposição – o palanque de Michel Temer – ou se faz campanha para Lula – que está preso acusado de corrupção.

Para Câmara, o menos ruim é apoiar o ex-presidente do PT. Para o PSB, o menos ruim é seguir com Ciro Gomes e deixar Marília Arraes ser candidata. O cenário é de total divisão entre os deputados federais e estaduais que compõem o PSB de Pernambuco.

Sem discurso… O presidente do PSB em Pernambuco, Sileno Guedes, parece que deixou apagar o impeachment de Dilma do histórico de relação política com o Partido dos Trabalhadores.

Falando com o comunicador Waldiney Passos, ele tentou explicar a relação entre golpistas e golpeados, que marcaram os últimos dois anos de PT e PSB no estado.  “Não constrange, o PSB naquele momento ele foi construído para eleição de 14, a maioria daquele quadro não faz mais parte do PSB, houve uma reformulação interna. O partido se reencontrou e encontrou posições de não participar do governo Temer, o partido adotou um realinhamento de esquerda. Não há nenhuma incoerência, o que há são reajustes”.

PSB mudou? Dos deputados que votaram no impeachment permanecem compondo a Frente Popular: Danilo Cabral (PSB), Gonzaga Patriota (PSB) e Tadeu Alencar (PSB), além de André de Paula (PSD), Augusto Coutinho (SD), Eduardo da Fonte (PP), Jarbas Vasconcelos (MDB) e Pastor Eurico (Ex-PHS).

Deixaram a base de sustentação do Governo do PSB: Anderson Ferreira (PR), Fernando Coelho Filho (Ex-PSB), João Fernando Coutinho (Ex-PSB) e Marinaldo Rosendo (Ex-PSB). A maioria dos deputados que votaram contra Dilma continuam fazendo parte da sustentação do Governo Paulo Câmara, sendo assim não se pode muito confiar em uma reestruturação interna do PSB, o que se pode concluir é que as lideranças insatisfeitas desembarcaram da Frente Popular.

Cadê a Sustentabilidade? A pré-candidatura de Júlio Lóssio (Rede) ao Governo de Pernambuco parece ter chegado ao fim. O “Pernambuco Pode Mais” desapareceu do mapa político nas últimas semanas, e nos bastidores comenta-se que o ex-prefeito de Petrolina desistiu da candidatura.

Na verdade, as pré-candidaturas de Júlio Lóssio e Antônio Souza, respectivamente, Governo e Senado Federal eram apenas uma tática eleitoral para tentar dar chão a candidatura de Marina Silva (Rede) a Presidência da República em Pernambuco, mas não tem vingado.

Opção para vice-governador: Apesar de se abster na questão do impeachment, o Deputado Federal Sebastião Oliveira (PR), nos últimos dias, tem defendido a soltura do ex-presidente Lula e até mesmo sua candidatura à Presidência da República. Há algumas semanas, Sebastião tem trocado o azul pelo vermelho, além disso, é cotado para a vaga de vice-governador na chapa de Paulo Câmara. No entanto, só aceitaria a vaga se Marília Arraes fosse rifada, pois caso contrário sabe que pode iniciar 2019 sem cargo político ou sucessor para sua vaga de deputado federal.

Pergunta de Fogo: A campanha do desespero será que pega?

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here