Coluna Pega-Fogo: Olhando do jeito certo para a candidatura de Marília Arraes

Vereadora do Recife, Marília Arraes (PT). Foto: Robério Sá.

Coluna Pega-Fogo – 15 de Junho de 2018

Olhando do jeito certo para a candidatura de Marília Arraes

Em tempo de Copa do Mundo, não falta inspiração para se falar de uma boa partida de futebol e qual será o craque da competição. Se na Rússia o assunto é futebol, em Pernambuco, a vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), passou a ser vista da maneira correta pela oposição, talvez, por isso, o Senador Armando Monteiro (PTB), tenha iniciado sua pré-campanha a governador.

A candidatura de Arraes representa um projeto de rompimento de legado, restauração do socialismo (o socialismo de esquerda) e o nascimento de uma liderança autêntica, que carrega o legado do ex-presidente Lula e do ex-governador Miguel Arraes, incorporando-se a ascensão da jovem à política.

Não é uma candidatura de conveniência, e por isso, é uma liderança que nasce representando, com muita força, aqueles que não aguentam mais serem governados pelo clã da Frente Popular, do qual a petista desembarcou.

A confirmação do nome de Marília Arraes ao Governo de Pernambuco representará a germinação de uma miscigenação sociopolítica, pois terá o apoio de membros de esquerda, direito, centro-esquerda e até dos ortodoxos.

O senador Armando Monteiro foi um dos primeiros a entender essa candidatura de “Marília Arraes”, pois a leitura do correto discurso de oposição que a petista tem feito, é o de não aceitar a continuação do PSB no Governo do Estado, mesmo que tenha que enfrentar as oligarquias da sua legenda.

Com esse espírito desbravador, Marília Arraes se encontra empatada com o Governador Paulo Câmara (PSB) e com o experiente Armando Monteiro (PTB), nas pesquisas eleitorais, em qualquer que seja o cenário. A petista, além de somar um pouco de cada um dos candidatos, incorporou um incremento a mais, que tem feito diferença na sua caminhada, justamente, a defesa de uma ideologia.

A grande diferença da candidatura de Marília Arraes, e talvez o segredo que os concorrentes não tenham entendido, é essa ideologia tão latente que o eleitorado pernambucano defende. Ambos não entenderam que a figura de “Lula” é apenas o grito do povo dizendo: “eu estou aqui, sou eleitor, quero ser ouvido e desejo um governo popular”.  Esse governo popular não é o de Lula, mas é, certamente, aquele que clama por um olhar mais social e com mais espaço para outros ascenderem na política, principalmente, das classes ‘inferiores’ (se é que podemos usar esse termo).

No atual cenário político, onde a credibilidade dessa classe está em baixa, a defesa de uma ideologia e de um pensamento convicto tem sido mais facilmente interpretando, fortalecendo a tese de que Arraes representa um pouco da trajetória da sua família na política e a esperança que o povo depositou, fazendo de Lula Presidente da República.

Essa aliança ideológica, fez uma vereadora sem estrutura e com apenas algumas lideranças, criar um sentimento que ameaça a própria máquina pública. Em momento de crise, geralmente, “o comércio eleitoral” estaria em alta, mas quando a sociedade cansou de participar desse mercado, surge então diretrizes que rompem com a força da política “repartidora de poder”.

Nasce uma candidatura que deve ser olhada da forma certa pelo Partido dos Trabalhadores, e que possui efeito de transbordamento eleitoral, repercussão partidária e de germinação de novas lideranças. Se o PT anda em busca do poder, deve entender onde  estar esse poder, pois ele está com o povo e o povo está com “Marília Arraes”.

SÃO FRANCISCO – Após a confirmação de parte da chapa “Pernambuco vai Mudar”, Armando Monteiro (Governo) e Mendonça Filho (Senado), partiram em buscar de conseguir ampliar vantagem eleitoral, no berço político do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB).

No Sertão, os pré-candidatos ouviram as demandas dos produtores e exportadores da fruticultura do Vale do São Francisco. Ainda, nesta semana, continuarão ouvindo os sertanejos nas áreas econômicos, educacionais e de infraestrutura para construção do plano de governo da oposição.

CAMPANHA – Na região do São Francisco, Fernando Bezerra será a máquina de campanha para a Frente de Oposição, ao estilo clássico, que o senador sempre imprimiu em Pernambuco, incrementando a votação de Fernando Filho e, desta vez, a de Armando e Mendonça, já que não será candidato.

VOZ POLÍTICA – O Deputado Federal Pastor Eurico, foi aprovado pela Executiva Nacional do Patriota, e será o líder da legenda em Pernambuco.

Eurico é um fenômeno nas urnas. Na eleição de 2010 totalizou 185 mil votos, em 2014 subiu para 233 mil e deve em 2018 alcançar a marca de 250 mil votos. Quem estiver na chapa do pastor, certamente, chega com chance de conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados – via coligação proporcional.

EM AÇÃO – O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), preferiu garantir o apoio do deputado federal e pré-candidato ao Senado, Silvio Costa (Avante), para compor uma possível aliança de sustentação, caso Marília Arraes seja confirmada ao Governo.

Apesar de não ter nada definido, Silvio Costa é um dos apoiadores ao projeto da cúpula petista, e espera contar com o apoio do partido para sua candidatura ao Senado, inclusive, pela chapa do PT. No Congresso, faz oposição ao Governo Temer e defende Lula.

PERGUNTA DE FOGO – Candidaturas de Antônio Souza e Júlio Lóssio vão decolar?

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