Coluna Pega-Fogo: Sem Paulo Câmara, Marilia Arraes protagoniza entre lideranças no Sertão 

Marília Arraes, Luciano Duque e Cristina Costa, em Belmonte.

Coluna Pega-Fogo – 28 de maio de 2018.

Sem Paulo Câmara, Marilia Arraes protagoniza entre lideranças no Sertão 

A vereadora do Recife e pré-candidata a governadora, Marília Arraes (PT), foi o grande centro das atenções durante as festividades da “Cavalgada da Pedra do Reino”, em São José do Belmonte, no Sertão de Pernambuco, neste fim de semana.

O Governador Paulo Câmara (PSB) não pôde participar do evento devido à greve dos caminhoneiros. Com isso, a neta de Miguel Arraes aproveitou para se aproximar do povo sertanejo e de lideranças de toda a região que visitaram o evento.

O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT);  vereadora de Petrolina, Cristina Costa (PT) e o vereador André Cacau foram os responsáveis pela ligação de Arraes com as lideranças e a população da cidade.

Ainda, em Belmonte, Arraes fez uma dura crítica a Paulo Câmara sobre sua “fraqueza política” para fazer uma aliança entre PSB e PT. Ela também questionou se o socialista, após ser fiador do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, faria a defesa do preso político “Lula”.

Em entrevista, nesta segunda-feira, dia 28, à comunicadora de Petrolina Neya Gonçalves, Marília Arraes voltou a questionar a liderança de Câmara, afirmando que a gestão faz um programa de governo pífia e sem liderança política. Além disso, elencou à política de “pizza” adotada pelo socialista, fatiando a máquina pública entre as lideranças – o que pra ela tem gerado o desgoverno.

Ainda, em Petrolina, nesta manhã, a petista afirmou que irá defender a candidatura própria até o fim, e espera contar com o apoio do pré-candidato a governador Júlio Lóssio (Rede), para vencer o pleito deste ano.

PRECEDENTE – A declaração de apoio do deputado federal Augusto Coutinho (SD) ao deputado federal Mendonça Filho (DEM), para concorrer ao Senado, sendo adversário político da Frente Popular, abre precedente para novos deputados anunciarem apoio a candidatos da oposição, liderada pelo senador Armando Monteiro (PTB).

Coutinho faz parte da base de sustentação de Paulo Câmara, mas irá apoiar Mendonça Filho para o Senado Federal. Imagine como vai ser o adesivo de campanha: “Augusto Coutinho, Mendonça e Paulo Câmara”.

Se Jarbas Vasconcelos não ampliar sua articulação política para a candidatura de senador, Mendonça deve receber o apoio de mais três ou quatro deputados da base de Paulo Câmara

PETROLINA – O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, se reúne com seu secretariado nesta segunda-feira, dia 28, para elaborar um plano de ações e analisar os efeitos da greve dos caminhoneiros, que já dura a oito dias em Pernambuco.

Em Petrolina, a frota de veículos do governo municipal foi reduzida e os serviços mantidos. No entanto, a Secretaria de Educação optou por suspender as atividades estudantis, na rede municipal de educação.

SERTÃO DO PAJEÚ – A sociedade passou a questionar o prefeito Marconi Santana (PSB), nesse domingo (27), após a assinatura do decreto de estado de emergência por 60 dias, para ter mobilidade fiscal em Flores, no Sertão do Pajeú.

Nos bastidores, cidadãos e lideranças políticas questionaram o período de dois meses para normalização da cidade, que tem uma população média de 22 mil habitantes. Além disso, a Prefeitura anunciou que poderia estender o prazo, que dá “benesses executivas” para ação fiscalmente em estado de emergência.

FIM DA GREVE – O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, afirmou que a greve dos caminhoneiros deverá terminar até o meio dia desta segunda-feira, dia 28, em entrevista à Rádio Eldorado. “Agora o pessoal ainda está dormindo, mas acredito que até o meio-dia tudo estará resolvido”, afirmou.

ECONOMIA – Apesar dos órgãos de controle estarem querendo estabilizar os preços no mercado brasileiro, após a greve dos caminhoneiros, com o intuito de restaurar a ordem social, o mercado poderá não responder tão bem ao choque inflacionário.

A expectativa para os economistas é que o choque inflacionário e a manutenção do dólar alto, frente à moeda doméstica (o real), mantenha os preços da gasolina e do gás de cozinha latentes.

Ontem, dia 27, o presidente Michel Temer anunciou uma política de subsídio para diminuição do preço do diesel em R$ 0,46 no litro com duração de dois meses, após o período, os preços poderão voltar a subir mais rapidamente.

PERGUNTA DE FOGO – Odacy Amorim será candidato a reeleição para deputado estadual?

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