Coluna Pega-Fogo: O andar dos palanques em Pernambuco para as eleições de 2018

Paulo Câmara, Armando Monteiro, Fernando Bezerra e Marília Arraes. Montagem: Robério Sá.

Coluna Pega-Fogo – 02 de abril de 2018 

O andar dos palanques em Pernambuco para as eleições de 2018

O cenário político que se desenha para essas eleições em Pernambuco é de turbulência, caos e inconstância entre os partidos, as lideranças e os candidatos.

Todos pregam o favoritismo do seu interesse no estado, muito embora haja a certeza que não existe candidato eleito ou reeleito nessa disputa para o Palácio do Campo das Princesas, no qual possa ser afirmado como “prego batido e ponta virada”. Diferente do cenário nacional, onde se Lula for candidato à Presidência da República volta para as mãos do Partido dos Trabalhadores.

Em Pernambuco, a disputa encabeçada por Paulo Câmara, que tentará sua reeleição, sofre a ameaça dos senadores Armando Monteiro (PTB) e Fernando Bezerra Coelho (MDB), além da vereadora do Recife Marília Arraes (PT).

No palanque do PSB, o chapão da Frente Popular está ameaçado com a indecisão dos deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Pastor Eurico (PHS), os puxadores de votos da maior composição política da última eleição. Os parlamentares não andam muito preocupados em garantir a reeleição do governador, apesar de não deixarem explícito.

No palanque de Michel Temer, tudo indica que Armando e Fernando podem travar uma disputa interna para concorrerem ao Governo do Estado. Embora o aliado do presidente pareça ser o que possui menores perdas ao disputar a corrida eleitoral, fator que tem sido explorado no xadrez político. Se o petebista não for candidato, deverá ser reeleito senador e, ainda, sair lucrando.

Na cúpula do PT, a história é mais complicada. A neta de Miguel Arraes está consolidando sua candidatura ao Governo, entretanto, o senador Humberto Costa; ex-prefeito do Recife, João Paulo; deputado estadual e pré-candidato a governador, Odacy Amorim e a deputada estadual, Tereza Leitão, não conseguem falar a mesma língua. Mesmo após se encontrarem com Lula em São Paulo, o clima de tensão permanece instaurado no Diretório do PT de Pernambuco.

É nesse clima de mudança que as eleições se aproximam. Esta semana, muitos terão que escolher um rumo, pois a janela partidária está se findando, e aqui vale ressaltar a situação do deputado federal Jarbas Vasconcelos e do vice-governador, Raul Henry, que devem decidir se deixarão o MDB ou ficarão “juntos e misturados” com Fernando Bezerra e Fernando Filho.

No meio político, se espera que ao passar o dia 7 de abril, com o fechamento do “pula-pula” partidário, os palanques se organizem e incorporem um perfil de definição de chapa para a corrida eleitoral.

SEM RECURSOS – Neste ano, Triunfo realizou, pelo segundo ano consecutivo, o espetáculo da “Paixão de Cristo”, entretanto, o Governador Paulo Câmara (PSB) não chegou junto com o prefeito João Batista (PR) com um tostão.

Desde 2016 que o Governo do Estado tem investido muito pouco na cidade turística, principalmente na área da saúde e na geração de emprego.

PAI DOS PREFEITOS – Deixando o Ministério da Educação Mendonça Filho pode ser batizado como o pai dos prefeitos. Sem dúvida, usou o Governo Federal para beneficiar a área da educação pernambucana, liberando recursos importantes para o fortalecimento da educação básica e de nível superior, por isso, sua reeleição é garantida para deputado federal, porém, se desejar voar mais alto a disputa pelo Senado Federal lhe aguarda.

PASSA O TRATOR – Segundo bastidores, a cúpula política da Família Coelho em Petrolina está criando muitos problemas com empresários e setores ligados ao ramo de publicidade e outdoor.

Na cidade, um trator tem derrubado as placas dos empresários sem notificação, acordo ou sequer diálogo. O prefeito, Miguel Coelho, tem usado a caneta com veemência contra aqueles que não “ajudam” sua gestão, muito embora, receber críticas e converter opositores em aliados não seja uma das maiores qualidades dos coronéis.

FRAQUEZA DOS FORTES – Enquanto as siglas consideradas pequenas no estado, como o PSC e PP aumentam o número de filiados e ampliam a construção de chapinhas para as eleições, o MDB – sigla forte e de palanque – está se desmoronando.

A disputa pela presidência da legenda envolvendo Raul Henry, Jarbas Vasconcelos e Fernando Bezerra Coelho tem enfraquecido o partido em Pernambuco que, possivelmente, não indicará um vice-governador na chapa de Paulo Câmara. O fim da janela partidária está chegando e, até agora, as movimentações para novos ingressantes na legenda são mínimas.

PERGUNTA DE FOGO – Júlio Lóssio terá palanque para disputar o governo?

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