Chuva de granizo é registrada em Triunfo, no Sertão de Pernambuco

Chuva de granizo em Triunfo, no Sertão de Pernambuco. Foto: Robério Sá.

O ano começou animado para a população da segunda cidade mais alta do estado de Pernambuco. Na tarde desta sexta-feira, dia 12, o município de Triunfo, no Sertão do Pajeú, que possui 1.185 metros de altitude, registrou chuva de granizo.

Apesar da seca enfrentada nos últimos anos, agricultores e moradores da zona rural da cidade se alegraram com a chuva torrencial, que cai sobre o solo do “Oásis do Sertão”, na noite dessa sexta-feira.

O morador do Sítio Retiro, Samuel Rodrigues, e seus familiares ficaram surpresos ao ver, em pleno semiárido nordestino, gelo cair do ceú e gravaram um vídeo para o Blog do Robério Sá.

Chuva de Granizo em Triunfo-PE.

No Sítio Pará, o morador, Damião Nunes, também, gravou um vídeo mostrando as pedras de gelo caindo no quintal da sua residência.

De acordo com o site “Clima Tempo”, a previsão é de chuva para este final de semana inteiro na cidade. Hoje, o município registrou alta de 30 ºC e mínima de 18 ºC, umidade em 63% e velocidade dos ventos em 11 km/h.

Segundo especialista da área de meteorologia, a formação de granizo não tem como ser prevista e nem registrada pelos aparelhos meteorológicos.

CHUVA DE GRANIZO NO SÍTIO PARÁ

CHUVA DE GRANIZO NO SÍTIO RETIRO 

PREVISÃO DE CHUVAS PARA 2018 

Em dezembro, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), apontou que a previsão de chuvas não era nada positiva para o Sertão do estado nos quatro primeiros meses deste ano.

Em entrevista ao G1 de Pernambuco, o meteorologista Roberto Pereira, afirmou que a previsão é de chuvas abaixo da média histórica na região.

“De janeiro a abril, chove, em média, 302 milímetros. Essa é a média histórica e significa 60% do que chove na região no ano todo. Mas a expectativa para 2018 é uma chuva abaixo da média, em torno de 20% a menos”, disse ao estimar que deverá chover, ao todo, 240 milímetros no período citado.

A quantidade de chuva também vai depender do sistema meteorológico La Niña, que não tem tanta influência nas precipitações como o El Niño, mas, mesmo assim, ainda exerce algum impacto no clima.

“Tudo vai depender das condições do Oceano Atlântico Sul, que estão desfavoráveis. Ele deveria estar mais quente para a água evaporar. Quanto mais frio, menos evapora e, por consequência, menos chuva. A La Niña ajuda a entrar essa umidade no continente”, completou o meteorologista.

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