Caixa Econômica vai liberar R$ 6 bi para empréstimos habitacionais

Caixa-Econômica Caixa Econômica vai liberar R$ 6 bi para empréstimos habitacionais
Os recursos devem ser destinados a financiamentos que já estavam aprovados, mas ainda não tinham sido liberados.

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, confirmou nesta sexta-feira, 17, que o banco decidiu liberar cerca de R$ 6 bilhões para empréstimos habitacionais. Os recursos devem ser destinados a financiamentos que já estavam aprovados, mas ainda não tinham sido liberados.

“Estamos fazendo isto. Isto é orçamento, vai ser liberado aos poucos, de acordo com a demanda”, afirmou Occhi ao Estadão/Broadcast. A previsão é de que os recursos seja suficientes para atender a demanda de famílias por crédito até o final deste ano. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo.

Em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast nesta quinta-feira, 16, o presidente da Caixa disse que o banco enfrenta um “problema crítico” de capital. Descartando socorro financeiro do Tesouro, ele afirmou que a instituição ajusta a liberação de empréstimos, para que a carteira de crédito não cresça tanto quanto no passado.

Minha Casa. As empresas de construção que desenvolvem moradias populares, enquadradas no Minha Casa, Minha Vida, têm puxado a recuperação do mercado imobiliário. Em reportagem publicada pelo Estadão nesta sexta-feira, 17, as empresas Direcional, MRV e Tenda responderam por dois terços dos lançamentos e das vendas do terceiro trimestre entre as 11 incorporadoras listadas na Bolsa de Valores brasileira.

Juntas, as três companhias lançaram empreendimentos com valor de vendas estimado em R$ 2 bilhões, um crescimento de 55,5% na comparação anual. As vendas no período totalizaram R$ 2,1 bilhões, avanço de 23,5%.

“O protagonismo da faixa popular na recuperação acontece sobretudo por causa do crédito. Os empreendimentos mais baratos, do Minha Casa, Minha Vida, têm acesso a crédito mais em conta. Os juros altos no passado recente praticamente inviabilizavam o financiamento”, diz Pedro de Seixas, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista em negócios imobiliários.

Em São Paulo, imóveis com preços até R$ 240 mil lideraram em quase todos os indicadores de agosto, aponta o Secovi-SP (entidade do setor). No País, dados da Abrainc (associação de incorporadoras) mostram que as vendas de imóveis novos do Minha Casa, Minha Vida até agosto somaram 41,7 mil unidades, 23,6% mais que no mesmo período de 2016. Foram 33,4 mil lançamentos, alta de 13%.

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