Após presidente do PSB dizer que aliança é ‘fake news’, Marina minimiza

“Eu respeito o processo do PSB. Em uma democracia, cada um faz aquilo que lhe é conveniente de acordo com suas convicções”, diz Marina.

Após o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira ter afirmado que uma negociação anunciada por Marina Silva (Rede) tratava-se de uma “fake news”, a pré-candidata à Presidência pela Rede Sustentabilidade minimizou a questão e disse que não passou de um mal entendido.

Na última segunda-feira (12), durante um evento em São Paulo, Marina Silva negou que haja qualquer aproximação com o PSDB, apesar de haver informações nos bastidores de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estaria articulando uma aliança entre as duas siglas. Na mesma fala, ela afirmou que estava em processo de conversa com o PHS, PMN e PSB.

Em resposta, Carlos Siqueira disparou que uma aliança “não passará de um sonho” dela. “É fake news total (a aproximação com Marina). Nós sempre tivemos ótimas relações com a Rede, mas eles decidiram romper com três governadores do PSB de forma unilateral. A Rede passou a ser oposição ao PSB no Distrito Federal, Pernambuco e Paraíba”, contou. No campo nacional, o PSB vem se aproximando de Ciro Gomes (PDT).

“Como eu disse que entrei nessa campanha para oferecer a outra face e para a face da mentira, a verdade. Eu respeito o processo do PSB. Em uma democracia, cada um faz aquilo que lhe é conveniente de acordo com suas convicções”, afirmou Marina. Segundo ela, da sua parte está sempre conversando com o partido, seja no plano federal ou nos estados. “Nesse contexto, não tem nenhuma fake news. Acredito que uma vez tendo o contato com a verdade, estará devidamente entendido”, garantiu.

Relação com o PSB
Após não ter conseguido aprovar as assinaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a criação do partido Rede Sustentabilidade em 2013, Marina Silva se filiou ao PSB e foi candidata a vice-na chapa do ex-governador Eduardo Campos à Presidência da República. Após a morte de Eduardo em um acidente aéreo em agosto de 2014, Marina se tornou candidata, com Beto Albuquerque na vice. Esta será a terceira eleição ao Planalto que ela participará. Nos outros pleitos, 2010 e 2014, Marina ficou em terceiro lugar e aproximadamente 20 milhões de votos em ambos.

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