Após figurar no carnaval com Paulo Câmara, João Paulo prega unidade da cúpula do PT de PE  

João Paulo e Paulo Câmara em sintonia total. Foto: Reprodução.

O ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT), lançou nesta terça-feira, dia 20, uma carta para a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) de Pernambuco, pedindo a união dos integrantes, para o pleito eleitoral deste ano.

O curioso é que o cacique foi um dos que iniciou o processo de instabilidade dentro da legenda, quando em fevereiro, figurou ao lado do Governador Paulo Câmara (PSB), no Carnaval dos Papangus, em Bezerros, no Agreste do Estado.

João Paulo, também, é um dos que tenta junto com o senador Humberto Costa (PT), uma aliança do PT com o PSB para as eleições deste ano. Nos bastidores, fala-se que a sobrevivência política de ambos passa por essa união, tendo em vista que eles não acreditam na vitória da companheira de partido e pré-candidata ao Governo do Estado, Marília Arraes (PT). [Veja aqui

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Confira à nota na íntegra:

João Paulo Lima e Silva, aos companheiras e companheiros

1 – Como é de conhecimento público, comuniquei à executiva estadual do Partido dos Trabalhadores o meu afastamento temporário. Essa decisão tomada foi com base na análise de conjuntura do país com o aprofundamento do golpe e da crise que atinge sobretudo o povo brasileiro. A busca dos caminhos para se chegar à unidade interna de que tanto precisamos deve ser construída com atenção e respeito, necessários aos diferentes pontos de vista existentes no debate dos rumos do Partido.

2 – A gravidade da crise que o Brasil vive atinge com crueldade as classes populares, especialmente as mulheres, os jovens, a população negra, os segmentos LGBT’s e os trabalhadores no aprofundamento das desigualdades, da opressão, da violência, na retirada de direitos e na destruição da resistência a tudo isso, que tem como alvo o PT, Lula e todas as pessoas que à exemplo de Marielle Franco, resistem à barbárie implantada no Brasil.

3 – O momento de desafios exige de todos nós maturidade, responsabilidade, capacidade de diálogo interno e com a população organizada. Exige ainda mais clareza e disposição política para resistir e defender o nosso legado histórico, a nossa maior liderança, o Lula, e a maior organização partidária construída pela esquerda no Brasil, o PT. Para isso, temos de criar condições para politizar e elevar o nível do debate interno e ampliar o nosso diálogo com outras forças políticas que fortaleçam o campo da resistência democrática. Só acredito no nosso êxito se a discussão e articulação política da esquerda extrapolar as dificuldades e os limites da disputa eleitoral. O PT tem um papel importante nessa construção coletiva na definição de objetivos estratégicos para retomada do projeto democrático e popular do Brasil. Nunca menos que isso.

4 – Em mais de quatro décadas de atuação política, na condição de militante nos movimentos popular e sindical, seja como dirigente do PT e da CUT, seja na atuação parlamentar como vereador, deputado estadual e deputado federal, e mais ainda na condição de Prefeito, aprendi a respeitar as divergências políticas e me coloquei à disposição em difíceis missões para contribuir com o partido e com a luta pela democracia no Brasil. Agora é hora de valorizar as nossas experiências acumuladas no campo da esquerda e unificar as nossas forças, pois o nosso presidente Lula, o PT, a defesa da democracia e os direitos da classe trabalhadora precisam do melhor de cada um de nós. Vamos à luta!

Recife, 20 de março de 2018

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