Acusados de triplo homicídio são condenados a mais de 90 anos de prisão no Agreste de PE

Acusados de triplo homicídio em Lagoa do Paulista são condenados a mais de 90 anos

Dois dos três acusados de cometer um triplo homicídio em Lagoa do Paulista, na zona rural de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, foram condenados a mais de 90 anos de prisão. A condenação aconteceu no dia 22 de novembro, mas a sentença só foi divulgada nesta quinta-feira (7). Mãe, pai e filha foram vítimas de latrocínio no dia 21 de março deste ano. O filho do casal, um jovem de 23 anos, sobreviveu.

Os dois réus foram condenados por três latrocínios consumados e um tentado, formação de quadrilha e por envolvimento de menores. João Anderson da Silva, de 23 anos, foi condenado a 97 anos e 11 meses de prisão, e Rafael Sebastião da Silva, de 19 anos, foi condenado a 93 anos e 11 meses de prisão. Um terceiro acusado, um adolescente de 17 anos, não foi julgado. Em agosto, houve uma audiência de instrução e o jovem foi representado pelo pai.

“A justiça realmente foi feita. A pena culminada foi a que estávamos esperando. A família sente, mesmo com a falta dos familiares, que a justiça foi feita”, afirmou o advogado da família, Vladimir Lacerda.

Entenda o caso 

Duas mulheres da mesma família foram assassinadas na noite da terça-feira (21). A mãe, de 52 anos, e a filha, de 24, moravam em Lagoa do Paulista. Na ação dos criminosos também foram baleados o marido, de 61 anos, e o filho, de 23. O idoso morreu ao dar entrada no Hospital Regional do Agreste (HRA).

De acordo com a Polícia Militar, três criminosos arrombaram a porta dos fundos, entraram na residência das vítimas, roubaram duas motocicletas, atiraram e fugiram em seguida. O filho do casal foi levado para o Hospital da Restauração, no Recife, onde ficou internado.

Criminosos presos

Os criminosos foram presos no dia 25 de março. Eles moravam próximo da casa das vítimas. De acordo com a polícia, eles têm 17, 19 e 23 anos. Crime foi motivado pelo roubo das motocicletas, conforme informou a polícia.

“Todos confessaram a prática do crime. O crime foi elucidado e conseguimos prender todos os envolvidos”, disse o delegado Luiz Bernardo, que junto ao delegado Francisco Souto Maior e o delegado chefe da Delegacia de Homicídios, Bruno Vital, ficaram responsáveis pela investigação.

Reconstituição do crime

A Polícia Civil realizou a reconstituição do crime na casa da família. Os acusados participaram da reprodução e moradores do local foram chamados para simularem as vítimas.

O primeiro a entrar na casa foi o adolescente de 17 anos, que chegou em uma viatura da Polícia Civil. Os outros dois homens – de 19 e 23 – chegaram no carro do sistema penitenciário. Réplicas das motos das vítimas – que foram roubadas e depois queimadas – foram usadas na simulação.

Segundo o promotor Antônio Rolemberg, a reconstituição tem o objetivo de buscar mais elementos para o inquérito. “É para somar os dados. A reprodução acontece para que a polícia sinta como foi que aconteceu e transmita isso para o inquérito. Quando acontecer a denúncia, fica mais transparente”, disse. (G1 Caruaru)

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